10.10.07
Obras começam em Novembro
O caminho do futuro

"O Coimbra iParque deixou de ser uma ideia para passar a ser uma realidade." Foi com esta frase que Norberto Pires deu início à cerimónia pública de assinatura do contrato de adjudicação da construção de infra-estruturas da 1.ª fase do Coimbra iParque, que decorreu ontem de manhã, no Pavilhão Centro de Portugal. Também Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, anunciou mais 60 hectares de aquisições de terrenos para juntar ao 45 já disponibilizados para o projecto. Em Julho de 2008 espera-se que cheguem ao iParque as primeiras empresas.

Adjudicação da obra

O objectivo da sessão era assinar o contrato para a construção da primeira fase de infra-estruturas do Coimbra iParque – ao todo serão 29,8 hectares de terreno que ficarão disponíveis para a instalação das primeiras empresas em Julho de 2008 -, no entanto, ela serviu essencialmente para fazer uma apresentação detalhada do projecto do Coimbra iParque.

O futuro constrói-se com a aposta na inovação científica e tecnológica e com a aposta em recursos humanos qualificados”, garantiu Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque, assegurando que “em Coimbra e na Região Centro existem as valências necessárias para criar uma região de sucesso, que ofereça boas condições de vida, emprego e bem estar só possíveis de obter através da dinamização da actividade económica.”

Em suma, “o Coimbra iParque quer ser um motor de desenvolvimento, integrando no mesmo espaço o conhecimento, a capacidade de inovação, o empreendedorismo e risco, promovendo a fixação de empresas de base científica e tecnológica e desafiando de forma ostensiva a cooperação em consórcio com quadros de Investigação & Desenvolvimento”, disse o responsável.

Antes de fazer a apresentação corporativa do projecto perante as muitas empresas presentes, Norberto Pires deixou três desafios: “À população de Coimbra peço que queira saber o que é o iParque e se mantenha atenta ao seu desenvolvimento. Nós faremos o possível para os manter informados. Às empresas desafio-as a instalarem-se no iParque e contribuírem para o futuro da cidade e da região e, à Universidade, que veja o iParque como uma extensão da sua capacidade de criar conhecimento.”

“Como podemos ter empresas se não as ajudarmos a instalarem-se?”

Durante a sua intervenção, Carlos Encarnação, Presidente da Câmara de Coimbra, aludiu às anteriores políticas da autarquia da cidade sugerindo que foi seguido "um modelo errado, que não podia dar resultados" no que diz respeito à aposta no desenvolvimento económico. O autarca explicou que, nos últimos 25 anos, foram adquiridos apenas 17 hectares de terrenos para áreas empresariais. “Estamos a fazer agora o que devia ter sido feito há muito tempo”, referiu, adiantando que a autarquia vai iniciar o processo de aquisição de mais 60 hectares de terreno para juntar aos 45 hectares já disponibilizados, completando assim os cerca de 100 previstos para o iParque.

Carlos Encarnação recordou as pessoas envolvidas no projecto e terminou elogiando o actual Presidente do Conselho de Administração. “Fala-se sempre da necessidade de constituir parcerias com a Universidade de Coimbra. Pois bem, a nomeação do Professor Norberto Pires para este cargo foi essa intenção levada à prática. Ele é um produto da Universidade de Coimbra e sabe entender-se com as empresas. Quanto a nós, este é o caminho do futuro”, concluiu.

Adjudicações e garantias

A Marsilop SA, uma empresa com sede em Anadia e currículo no ramo das obras públicas e particulares, foi a vencedora do concurso para a construção da 1.ª fase das infra-estruturas do Coimbra iParque. A obra foi adjudicada por 6.249.183,29€, acrescido do IVA a 21%. Começa no terreno em Novembro de 2007 e tem um prazo de execução de 240 dias, estando, por isso, prevista a recepção das primeiras empresas em Julho de 2008.

A Câmara Municipal aproveitou a ocasião para consignar também os acessos ao Coimbra iParque à mesma empresa no valor de 2 448 158.93€ + acrescido do IVA à taxa legal aplicável e com um prazo de execução de 270 dias.

 
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