22.11.11
“O iParque será certamente um exemplo único, em Portugal, enquanto resultado de sucesso da relação entre o conhecimento e o universo empresarial”

“Temos muita esperança no que está a acontecer no iParque”, revelou a Secretária de Estado doa Ciência, Leonor Parreiras, que visitou ontem o Coimbra Inovação Parque (iParque), em Coimbra. Para a responsável não parece haver dúvidas: “o iParque será certamente um exemplo único, em Portugal, enquanto resultado de sucesso da relação entre o conhecimento e o universo empresarial”.

Entramos aqui [no iParque] e sabemos que estamos no embrião de algo que vai ser importante”, afirmou a Secretária de Estado, frisando a “grande qualidade, de nível internacional, dos recursos humanos, da investigação e dos produtos tecnológicos envolvidos no projecto iParque”.

Leonor Parreiras (Sec. Estado da Ciência), João Gabriel (Reitor da UC), Carlos Oliveira (Sec. Estado da Competitividade e Inovação), Barbosa de Melo (Presidente da CMC) e J. Norberto Pires (CEO do iParque).

O Secretário de Estado do Empreendedorismo, da Competitividade e Inovação, Carlos Nuno Oliveira, considera que “iniciativas como o iParque provam que nem tudo vai mal em Portugal”.

“Para este Governo, o empreendedorismo e a inovação são vectores fundamentais para garantir a saúde da economia nacional num futuro próximo e este parque de tecnologia é mais um garante da satisfação dessa necessidade”, afirmou o Secretário de Estado, salientando a “grande potencialidade deste projecto para a valorização do conhecimento no âmbito da inovação e do empreendedorismo”.

Para João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra, o iParque está a desempenhar um “papel fundamental”: “a Universidade de Coimbra orgulha-se de ajudar a desenvolver o empreendedorismo de base científica em Portugal. Os nossos resultados estão no terreno, são visíveis. Contudo, não têm ainda a dimensão e a escala que precisam de ter. O iParque vem contribuir de forma muito importante para que isso aconteça: é um elemento essencial do eco-sistema do empreendedorismo nacional e, em especial, da Região Centro”, acredita o professor, para quem “a saída para dar a volta à crise tem de ser o conhecimento”. Segundo o docente, “nos tempos de crise em que vivemos precisamos de ter uma capacidade de reacção cada vez mais ágil e de saber procurar caminhos novos” e, por isso mesmo, “a transferência do conhecimento, que está nas universidades e nos centros de investigação, para o mundo empresarial tem de ser cada vez mais uma realidade”. Por isso considera ainda que  “o iParque deve ser colocado no topo da lista dos locais de interesse para investimento a apresentar aos grandes investidores internacionais que visitam Portugal”.

O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Alfredo Marques, definiu o iParque como “um bom exemplo daquilo que a Região Centro tem para dar ao resto do país: uma economia para o futuro”.“O foco em empresas de forte cariz tecnológico e a criação de postos de trabalho altamente qualificados fazem com que o iParque esteja alinhado pelo mesmo modelo de desenvolvimento económico que caracteriza as grandes economias mundiais”, sublinhou o responsável acrescentando que “depois de Coimbra ter perdido as suas indústrias tradicionais este era o caminho mais inteligente a seguir”.

“O tecido empresarial da Região Centro está a revelar um dinamismo que nunca se tinha verificado até hoje: a região representa 36% do total dos fundos estruturais canalizados para as empresas nacionais”, avançou Alfredo Marques.

João Paulo Barbosa de Melo, Presidente da Câmara de Coimbra (CMC), considera que “o iParque tem um ambiente vibrante, com tudo o que é necessário à actividade produtiva”.

“Estamos confiantes que com este projecto vamos, não só, conseguir enraizar as empresas que nasceram nesta região como atrair novas empresas, de outras regiões do país e mesmo do estrangeiro”, rematou o presidente da CMC.

J. Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do iParque, defendeu que “Coimbra e a Região Centro sempre foram motores de desenvolvimento confiáveis para Portugal”, um país onde “é preciso incutir os conceitos de empreendedorismo e de risco para que adquiram uma dimensão cultural e virulenta”.

“Inovação significa conhecer melhor, ser capaz de fazer e de correr riscos. Só isso conduz a iniciativas empresariais de crescimento rápido, resultantes de empreendedorismo de oportunidade, isto é, aquele que é competitivo no cenário internacional, gera valor e tem impacto no PIB”, frisou Norberto Pires, para quem “as palavras-chave nesta nova aventura são conhecimento, empreendedorismo e risco”.

“O tecido industrial tradicional de Coimbra, essencialmente baseado nos têxteis, cerâmica e indústria alimentar, desapareceu num curto período de tempo, devido às dificuldades em competir num mundo global. No entanto, as TIC, os serviços e as áreas ligadas à saúde tiveram um desenvolvimento muito significativo”, recordou Norberto Pires, exemplificando: “Coimbra foi capaz de gerar e acarinhar um conjunto de novas empresas, de boa dimensão, tendo por base a universidade e a qualidade da sua atividade de I&D, e demonstrou com isso a sua capacidade de transformar boas ideias em iniciativas empresariais, mas acima de tudo demonstrou que percebe o valor do I&D de risco e a sua capacidade de gerar valor”.

No final a apresentação pública prosseguiu com uma visita guiada de autocarro pelo iParque e uma visita aos edifícios em construção. No evento estiveram presentes representantes de empresas que fazem parte do projecto do iParque: MedicineOne, AIRC, BeterSoft, Sanfil, CoolHaven, Innovnano, ISA, Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro – CTCV e Forum – Sistema de Informação.

CUF vai investir 10 milhões de euros na construção da nova fábrica da Innovnano, para produção de nanomateriais complementada com investigação intensiva, em Coimbra. Na sua capacidade máxima, a nova fábrica poderá vir a assegurar a produção de mil toneladas de nanomateriais e o novo laboratório será um espaço dotado com o mais moderno e sofisticado equipamento de nanopartículas para a investigação e desenvolvimento de novos produtos.

Para André Albuquerque, CEO da Innovnano, a opção pela instalação no iParque é fácil de justificar: “Teremos recursos humanos mais qualificados, estaremos mais perto das comunidades científicas, poderemos aprofundar parcerias relevantes e, com tudo isto, aumentar a capacidade de produção”.

Imagens do evento: Geral, Sec de Estado da Ciência, Sec. de Estado da Inovação, Reitor da UC, Presidente da CMC, CEO do iParque, audiência_1, audiência_2

Ficheiros: Discurso do CEO do iParque.

 

 
Print