O Coimbra iParque integra quatro iniciativas de Estratégias de Eficiência Colectiva (EEC) candidatas aos sistemas de incentivos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) referente a 2007-2013. São elas o Cluster Healthcare & Medical Solutions do Centro (CHMS), o Heath Cluster Portugal (HCP) – Associação do Pólo de Competitividade da Saúde, a Associação para o Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica – TICE.PT e o Cluster Habitat Sustentável. As candidaturas foram concluídas no dia 15 de Outubro de 2008.
O novo programa enquadrador do Desenvolvimento Nacional, consubstanciado pelo QREN, vem incentivar e privilegiar planos e acções que se identifiquem com macro-áreas e de elevado potencial nacional. Nesse âmbito, foi recentemente lançada uma nova tipologia de projectos que visa apoiar Estratégias de Eficiência Colectiva (EEC), tendo decorrido, até ao passado dia 15 de Outubro de 2008, a 1.ª fase de candidaturas.
“Entende-se por Estratégia de Eficiência Colectiva o conjunto coerente e estrategicamente justificado de iniciativas, integradas num Programa de Acção, que visem a inovação, a qualificação ou a modernização de um agregado de empresas com uma implantação espacial de expressão nacional, regional ou local”, pode ler-se na página oficial do Programa Operacional, em http://www.pofc.qren.pt. E acrescenta: “Pretende-se promover a cooperação e do funcionamento em rede, entre as empresas e entre estas e outros actores relevantes para o desenvolvimento dos sectores a que pertencem e dos territórios em que se localizam.”
“Os pólos de eficiência colectiva são formas de constituir clusters com impacto, isto é, onde se desenvolvem tecnologias e produtos competitivos no mercado global tendo por base a competência dos portugueses. Os clusters desempenham um papel fundamental na incorporação de inovação na vida das empresas, constituindo verdadeiros incentivos à Investigação & Desenvolvimento (I&D) em consórcio entre empresas e instituições de I&D, bem como à criação de emprego qualificado. Eles têm de estar focalizados na excelência e no estabelecimento de redes nacionais e internacionais, respeitando as regras de mercado bem como a necessidade das empresas se focarem em políticas baseadas no mercado”, explica Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque.
“Para o iParque é crítico ter um papel importante nos clusters nacionais que se desenvolveram nas áreas estratégicas definidas para o parque. Permite às empresas os efeitos de escala e de cooperação necessários para o desenvolvimento das suas actividades, bem como tirar partido dos incentivos do QREN que são largamente mais favoráveis quando é reconhecida uma lógica de cluster”, acrescenta este responsável.
As candidaturas em que o Coimbra iParque está integrado abrangem vários âmbitos de actividade. “O iParque tem uma participação determinante no Cluster Health and Medical Solutions, desenvolvido no Centro de Portugal, dando corpo a um conjunto muito relevante de actividades e que tem vindo a ser desenvolvido desde há vários anos em articulação com a estratégia do Health Cluster Portugal, do qual o iParque também faz parte, e que é um pólo nacional com objectivos complementares aos do CHMS”, refere Norberto Pires. “Reconhecendo a grande importância das Tecnologias da Informação, Comunicação e Electrónica no Centro de Portugal e no iParque em particular, somos elementos fundadores do Pólo Nacional TICE.PT (signatários da escritura pública de constituição da associação que suporta este pólo com sede em Aveiro), assumindo que esta vertente é fundamental para a nossa actividade e para as nossas empresas”, continua o professor. E, finalmente, a presença no Pólo HABITAT “é também importante, dadas as preocupações de sustentabilidade e ambiente do iParque, bem como o facto de um dos promotores ser uma das nossas empresas âncora: o CTCV - Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro”, resume o presidente do Coimbra iParque, que aproveita para elogiar todas as entidades envolvidas em todos estes projectos, já que “foi possível reunir candidaturas muito fortes e bem construídas, que de facto permitem aspirar a obter clusters que constituam verdadeiros centros nacionais de desenvolvimento”.
Agora resta a estas entidades dinamizar os projectos que apresentaram, nomeadamente procurando constituir os clusters, desenhar mecanismos de acesso a financiamentos e incentivar as empresas e instituições de I&D a dar passos decisivos no caminho da efectiva colaboração procurando a excelência. “A Europa, e as regiões em particular, não tem falta de clusters, mas precisa urgentemente de clusters de impacto mundial. É nisso que temos de apostar se queremos ser competitivos”, adverte Norberto Pires. “Menos do que isso não vale a pena”.
- Material adicional:
Informações Candidaturas EEC (110.45 kB)
Foto de obra - Candidaturas EEC (18.73 kB)









