Os Presidentes das Juntas de Freguesia de Antanhol, Santa Clara e São Martinho do Bispo visitaram, esta manhã, as obras do Coimbra iParque. A deslocação teve lugar depois de uma reunião de trabalho na Câmara Municipal de Coimbra cujos objectivos passavam por esclarecer qualquer dúvida que ainda restasse sobre o projecto e para desafiar os autarcas a tirarem proveito das oportunidades criadas pelo parque. Satisfeitos com a conversa, os autarcas acreditam que “o Coimbra iParque vai ser muito positivo para as nossas freguesias”.
Antanhol, Santa Clara e São Martinho do Bispo são as Juntas de Freguesia cuja área é abrangida pelo Coimbra iParque. Com o objectivo de minorar qualquer impacto negativo que a obra possa estar a produzir e de potenciar sinergias, José Manuel Nunes Filipe, José Augusto Gomes da Silva Simão e Antonino de Moura Antunes, os presidentes daquelas Juntas de Freguesia (respectivamente) foram convidados para uma reunião de trabalho e para uma visita à obra tendo como anfitriões Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Mesa da Assembleia-Geral do Coimbra iParque, e Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque.
Durante a curta viagem de autocarro, as conversas e comentários deixavam perceber que o projecto do parque industrial é já bem conhecido e aguardado com expectativa por todos. “É o progresso para a minha freguesia”, revelava, entusiasmado, Antonino Antunes. “Só para a tua, não, para as nossas!”, acrescentaram José Augusto Simão e José Manuel Filipe. “Os ganhos são tantos, que até me esqueço dos possíveis inconvenientes”, continuava o presidente da Junta de Freguesia de São Martinho do Bispo, para logo concluir que “este é, sem dúvida um grande investimento na riqueza da cidade”.
A principal preocupação do autarca de São Martinho do Bispo é com o tráfego rodoviário na sua freguesia. “Espero que a circulação rodoviária melhore com este empreendimento”, explicava, esperançado, depois de lhe ter sido assegurada uma ligação ao Hospital dos Covões. “É que riqueza já está a trazer. As pessoas que aqui trabalham e trabalharão têm de comer, de beber, de vestir, etc. Ainda agora abriu um restaurante novo em Espírito Santo das Touregas, um investimento que surgiu directamente da influência do iParque”, garante.
A mesma esperança tem José Augusto Simão. “Apesar de se falar mais no emprego qualificado que o iParque vai criar, eu acredito que não é só quem tem formação superior que vai beneficiar deste empreendimento. Também vão existir serviços, também vão ser precisas pessoas para cozinhar, atender telefones, limpar, etc. Acredito que este é um sinal de esperança para todos os desempregados, não só para os altamente qualificados!”.
Para este autarca a questão principal é “quando é que vamos ter o parque a trabalhar na sua máxima capacidade?”. A resposta veio do Presidente da Câmara. “Obviamente, e até devido ao atraso que temos em relação ao resto do país nestas questões, o nosso desejo é que seja o mais rapidamente possível.
No entanto, um projecto destes não pode ser feito a correr”, explicou Carlos Encarnação. “O Coimbra iParque é um conceito diferente, é um parque em que as empresas têm espaço para crescer. Até aqui, uma empresa com 10 funcionários que tinha a perspectiva de crescer rapidamente para 250 tinha duas hipóteses: ficar e improvisar (como aconteceu à Critical Software) ou ir embora. Agora não.”
O Presidente da Junta da Freguesia de Antanhol, assumindo-se como um entusiasta do projecto, assegura que “isto é óptimo para todos. Óptimo, mas também preocupante. Serão 1800 pessoas a trabalhar aqui. São muitas responsabilidades acrescidas. E quando começar a segunda fase, que inclui o parque habitacional, pior. Vão ser muitas pessoas a viver cá”, reflecte. Preocupações que o próprio admite não serem suficientes para lhe inibir o entusiasmo por um projecto, “que tenho acompanhado de perto, inclusivamente vindo cá muitas vezes e falando muito com o Prof. Norberto Pires”.
Mas apesar do entusiasmo, José Manuel Filipe avisa que “caso as obras continuem por muito mais tempo, podem aqui criar-se maus hábitos nocturnos” e, por isso, pede “que a questão da segurança da obra não seja descurada”. “Mas o que eu queria assegurar já está assegurado: o acesso ao centro da freguesia”, revela.
Havia, no entanto, uma preocupação comum aos três presidentes de junta: quem será o responsável pela limpeza do parque e manutenção dos seus muitos espaços verdes? “Espero que não sejamos nós”, advertia cada um, “é uma área muito vasta e seria um acréscimo muito grande de encargos”, concordavam. Norberto Pires deu a resposta: “A limpeza e a manutenção do parque serão obviamente serviços que terão de ser providenciados pelo iParque”.
“Mas não quero serenar nem alhear ninguém!”, advertiu. “Não gosto de deixar ninguém descansado! Esta é uma área que pertence a estas freguesias e portanto conto com a participação de todos para o bom funcionamento do parque. Para não haver dúvidas, o que quero dizer é que o iParque será responsabilidade de todos os que estão aqui hoje”, disse em tom de aviso.










